Novo conceito para o setor de reciclagem

Diante da crescente preocupação com questões como aquecimento global e descarte de lixo, a Grã-Bretanha estuda uma medida inusitada: pagar para que cada cidadão recicle seu próprio lixo. A iniciativa é de George Osborne, membro do Parlamento britânico e representante do Partido Conservador. “Ao invés de punição, devemos incentivar as pessoas”, ele explicou, em entrevista ao jornal The Guardian. Obrigar as pessoas a se preocuparem com a reciclagem está “fora de moda”, ele argumenta.A idéia não é inédita. Em algumas partes dos EUA, as companhias já estão encarregadas de recolher lixo para reciclagem, pesá-lo e dar ao morador um crédito. O valor pode ser usado em compras em lojas da região.
Entre os americanos, a medida elevou as taxas de reciclagem em até 200%, segundo o parlamentar britânico. Além disso, a ação serviria como uma espécie de política social, ajudando no orçamento dos lares mais pobres.

A idéia, porém, está longe de atrair o apoio de todos. Alguns críticos exemplificam algumas distorções possíveis. Um consumidor, pago para reciclar, vai ao supermercado e, ao invés de simplesmente comprar maçãs, opta por levar a fruta oferecida em qualquer tipo de embalagem – o que vai lhe possibilitar novos créditos para mais compras. Vai gerar, assim, mais lixo.

“Sim, a medida pode ter um efeito perverso”, avaliou Hannah Hislop, da Green Alliance, ONG britânica dedicada ao meio ambiente. “O objetivo é criar menos lixo em primeiro lugar, ao invés de premiar as pessoas por gerá-lo”.

Com todo respeito aos pensadores do então “lixo”, o problema não está na quantidade, mesmo porque, a tendência é aumentar. O ponto há ser explorado é a forma de incentivo, a quem e como incentivar; talvez a resposta se encontre no conceito de cooperativismo regular, em nosso País (Brasil), regulamentado pela Lei 5764/71.

Comentei: FPN no contexto

Andrew Lovett, professor de ciência ambiental da Universidade de East Anglia, defendeu a adoção de incentivos. Mas ressaltou que é necessário garantir que eles serão baseados em informações “confiáveis”. É o caso, por exemplo, dos sistemas eletrônicos que fazem a pesagem do lixo para reciclagem, que recentemente foram alvo de denúncias no país.

Atualmente, a taxa de reciclagem entre os britânicos gira em torno de 33%. Por ora, a maioria dos analistas acredita que, embora úteis, eventuais medidas de incentivo e remuneração à reciclagem terão de trabalhar em conjunto com punições.

 

 

Fonte:  Veja.com

Pesquisa: FPN – SP – Brasil

4 Comentários

  1. izabele gouveia disse,

    10/11/2008 às 18:36

    nada a declarar

  2. Enio Raffin disse,

    24/12/2008 às 14:00

    Mais informações sobre este assunto no Site Máfia do Lixo

  3. 10/01/2009 às 01:06

    Declarou.
    rsrs

    A paz seja contigo

  4. 10/01/2009 às 01:09

    “Mafia …”

    -Se lixo realmente fosse lixo, haveria “Mafia”.

    Refletindo …

    A paz seja contigo


Comente