Domingo de sol… No outono verde e florido do Rio de Janeiro, quem consegue ficar em casa?
No Parque Nacional da Tijuca, a maior floresta urbana do mundo, os visitantes, assim que chegam, recebem folhetos com orientações sobre a conservação do meio ambiente.
Eles são informados que existem coletores de lixo espalhados por 28 pontos. A maioria das pessoas segue as recomendações.
Churrasco combina com consciência ecológica.
“Nós fazemos parte do meio ambiente e por isso nós temos que preservá-lo”, diz Ronald Simas, gerente de vendas.
Depois de separado, o lixo tem um destino certo.
“Lixo tem que ser jogado no lixo, na lixeira, ou então guardado no bolso até achar um lugar. A gente manda um recado para preservar a floresta, manter ela limpa, porque a floresta é mais um bem que a gente tem. Se ela ficar suja, se ela acabar, a gente não vai ter mais nada, principalmente o ar”, alerta Natália Orlandini, estudante.
Mas, no domingo, em vários pontos da cidade, onde se vê diversão, falta cidadania.
Quinta da Boa Vista. Algumas famílias ajudam a transmitir a boa lição. Quando o piquenique acaba…
“Tem que jogar o lixo na lixeira”, diz Gabriela, de 6 anos.
Passeios imperdíveis. Encontros com a natureza. Mas quanta sujeira no Aterro do Flamengo. Limpar o pneu da bicicleta, tudo bem, mas descartar o papel na ciclovia?
Na orla, o cenário é maravilhoso, mas depois de um dia inteiro de sol, a situação das praias não fica lá muito boa.
“As pessoas simplesmente vão consumindo e vão jogando as coisas. Infelizmente, a gente está tendo uma Praia do Flamengo que foi muito suja, e de repente ficou legal e agora está voltando a ser tudo o que era antes. Acho que é falta de conscientização do povo”, comenta Ana Zima, gerente de indústria.
A catadora e cantora Iraci Costa ajuda a manter a cidade limpa, e até já gravou um CD com o dinheiro do lixo que recolhe. As músicas falam das dificuldades do cotidiano.
“Com o suor do rosto você paga condução e se bobeia você fica sem o pão. É triste viver assim, nesta situação. Só trabalhar para a alimentação. Daqui a pouco vamos viver como Eva e Adão”, canta ela.
“Vamos cuidar da rua como cuidamos da nossa casa. Se a gente gosta da nossa casa limpinha, tudo bonitinho, por que deixar sujar a rua?”, compara dona Iraci.
Transcrito: Fonte http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL113900-9107,00.html