PET vira tinta na Coral

A Tintas Coral, que faz parte do grupo britânico ICI Paints, está transformando garrafas PET em tinta. A empresa cálcula que, em três anos, foram retiradas de circulação mais de 40 milhões de garrafas, capazes de prejudicar o meio ambiente por séculos.

“Nosso laboratório desenvolveu o processo e seis cooperativas de catadores fornecem a matéria-prima (as garrafas são lavadas e moídas) utilizada na produção de esmaltes e vernizes”, diz Sueli Freitas, gerente de relações institucionais da empresa.

De acordo com Sueli, as ações de desenvolvimento sustentado são estratégicas para a Coral. Ela diz que inúmeras políticas nas áreas de segurança, meio ambiente e saúde, adotadas pela companhia nas suas fábricas de São Paulo e Pernambuco, estão à frente até mesmo de determinações e normas fixadas pelo governo federal.

A gerente explica que o último desafio lançado pela empresa foi o da redução de consumo de água. “Conseguimos diminuir o uso de água e energia em 16% em cinco anos, um grande avanço, se considerarmos que, no mesmo período, desenvolvemos produtos em que a água substitui solventes derivados de combustíveis fósseis.” Segundo Sueli, a saída foi reutilizar a água. “Ela é usada e retulizada e tratada inúmeras vezes antes de ser descartada, após passar por novo processo de tratamento.”

A opção por substituir matérias-primas que compõem os produdos da Coral por outras que sejam mais adequadas ambientalmente faz parte das precoupações e dos objetivos de desenvolvimento da empresa. “Estamos migrando de derivados de combustíveis fósseis para a água ou óleo de soja, dependendo do caso.” O custo da linha de verniz e esmalte que utiliza água ainda é um pouco superior ao da que usa aguarrás como solvente. “Nossos parceiros estão sendo estimulados a buscar processos inovadores, que impliquem redução do preço final ao consumidor, o que é só uma questão de tempo”, diz Sueli. A Coral testa, no momento, quatro novos itens fabricados a partir de insumos renováveis. Eles devem ser lançados nos próximos anos.

Além do tratamento dos resíduos que produz e da substituição de matérias-primas por outras mais adequados ao meio ambiente, a empresa criou o projeto Clube da Terra, em parceria com a SOS Mata Atlântica. “Doze por cento dos funcionários aderiram voluntariamente ao programa, um índice considerado bastante elevado , porque, para esse tipo de programa, a participação gira em torno de 7%. Os trabalhadores, capacitados pela SOS, dão aula de educação para jovens da 1.ª à 4.ª série de escolas públicas. Em três anos, cerca de 2.100 crianças já passaram pelo programa”, diz Sueli.

Por: Antonio Gaspar

Fonte: http://invertia.terra.com.br/sustentabilidade/interna/0,,OI2153177-EI10431,00.html

Pesquisa: FPN-SP-Brasil

União Européia vai acabar com subsídio ao etanol

Os biocombustíveis europeus, que já consumiram bilhões de euros em subsídios, terão agora de caminhar com as próprias pernas ou com a própria competitividade. A proposta faz parte da reforma da política agrícola da UE para atenuar os efeitos do aumento dos preços dos alimentos em todo o mundo.

O documento, sugerido pela comissária para a Agricultura, Mariann Fischer Boel, será levado ao Conselho Europeu, nos dias 19 e 20 de junho para aprovação. A produção de álcool recebe de subsídio 45 euros por hectare cultivado.

O presidente da Comissão, José Manuel Durão Barroso, disse que “a União Européia reagiu com celeridade ao aumento repentino dos preços dos alimentos”. Para ele, o problema tem “múltiplas causas e numerosas consequências”. Por isso, será preciso agir simultaneamente em várias frentes para o solucionar o problema.

O Brasil é um dos principais críticos aos subsídios concedidos pelos países ricos aos produtos agrícolas e agora às fontes de energia renovável representadas pelos biocombustíveis. Os Estados Unidos, por exemplo, subsidiam a produção de etanol de milho e sobretaxam o álcool de cana feito pelo Brasil, combustível oito vezes mais eficiente que o dos norte-americanos.

Por: Flora Holzman

Fonte: http://invertia.terra.com.br/carbono/interna/0,,OI2899164-EI8935,00.html

Pesquisa: FPN-SP-Brasil

Europa vem em busca da energia brasileira

Nos últimos meses, Mercado Carbono noticia um sem número de presidentes, ministros e técnicos que vêm ao Brasil em busca de conhecimento, convênios e tecnologia para a produção de energia renovável e alternativa ao cada vez mais ameaçado e caro petróleo. A romaria incluiu representantes europeus, norte-americanos, africanos, asiáticos e parece se consolidar agora com a presença da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, do primeiro-ministro da Finlândia, Matti Vanhanen, do primeiro-ministro da Áustria, Alfred Gusembauer, e do presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero. O traço comum da pauta são os biocombustíveis e, apesar do alarde de algumas instituições internacionais sobre os riscos de essa energia concorrer com alimentos, os dirigentes sabem que o caso não se aplica ao Brasil. Conclusão: comprar energia do Brasil não deverá ser mais uma questão de “se”, mas de “como” e “quando”.

Angela Merkel reconhece que os biocombustíveis são importantes para combater os problemas climáticos e reconhece a parceria com o Brasil como essencial. Ela afirmou saber que a cana-de-açúcar utilizada na produção do etanol é plantada em São Paulo, e que portanto esta cultura não é responsável pelo desmatamento da Amazônia. Mas defende a produção sustentável, com respeito social, ambiental e econômico.

De acordo com o presidente da Câmara Brasil-Alemanha, Rolf-Dieter Acker, a visita da chanceler não poderia ter ocorrido em momento mais oportuno. “Ela veio no tempo certo. O Brasil tem tido um desenvolvimento econômico estável nos últimos anos, e este encontro demonstra o peso do País nas relações com a Alemanha¿, afirma Acker, segundo sua assessoria. “Ano passado, tivemos um recorde de consultas comerciais e jurídicas, foram 12 mil e, no futuro, as relações devem se intensificar, ainda mais porque agora o Brasil obteve a classificação investment grade.”

Com a Finlândia, o Brasil promove, nos próximos meses, encontros a partir de julho, para troca de experiências nas áreas de microeletrônica, bioenergia, florestas e conservação ambiental. No caso da Espanha, o objetivo é ampliar os investimentos na área de biocombustíveis e transferir tecnologia para países africanos.

Diferentemente dos Estados Unidos, por exemplo, que subsidiam a produção de álcool de milho, combustível que consome praticamente a mesma energia que gera, o Brasil produz álcool de cana, capaz de gerar 8 vezes mais energia do que gasta na produção, sem concorrer com a produção de alimentos e sem subsídios.

Por: Roberto do Nascimento

Fonte: http://invertia.terra.com.br/carbono/interna/0,,OI2891582-EI8935,00.html

Pesquisa: FPN-SP-Brasil

Coleta seletiva X Paticipação da sociedade

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O artigo abaixo mostra claramente que é necessário mudar o conceito de consumidor por parte das autoridades publicas, ou não, no seguimento de reciclagem no País. Enquanto o governo, outros, nos gabinetes, debruçam sobre possibilidades, a sociedade comum vivência á realidade nas comunidades quais pertencem.

Pode-se dizer, que o consumidor final comum, no ciclo comercial é visto como a natureza, que deve no entender das autoridades, doar e, deixar que outros capitalizem o bem por eles doado. Porém, o conceito aplicado é tendencioso e no campo da ecologia, atrapalha.

As comunidades devem ser orientadas á administrar seus recursos minerais pós extação natural, pois, conhecem de perto quem é quem, o que estão fazendo e, ou, porque não estão fazendo. A sociedade comum consumidora, deveria participar das politicas publicas, não como necessitados, e sim, como proprietários de bem de valia para o setor de reciclagem. Talvez assim o meio ambiente, entendido como sendo comum pra todos, despertasse o interesse da população.

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Hoje 70% do município de Natal conta com o Programa de Coleta Seletiva, coordenado pelo Departamento de Meio Ambiente da Urbana. No total, 315 catadores, de quatro associações, se dividem nas 80 áreas de atuação da cidade. Mas, o sucesso da coleta seletiva não depende apenas do trabalho dos catadores. A população também precisa colaborar.“Tem muito material para ser coletado na cidade e pouca gente para colaborar com os catadores. Já melhorou, mas as pessoas ainda não têm conscientização de doar para reciclagem”, disse Maria Francileide Vicente, que faz parte da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis (Ascamar). Essa falta de ‘consciência’ da população acaba prejudicando o rendimento dos catadores porque não conseguem ter um salário fixo.

Segundo Francileide, todo o material vendido é dividido igualmente entre os catadores que recebem por quinzena. “Nessa última quinzena a gente recebeu R$115,00, foi um bom dinheiro, mas infelizmente, nem sempre é assim”.

Segundo dados do IBGE, o Rio Grande do Norte produz cerca de 2.374 toneladas de lixo por dia. Mas para ter uma idéia da falta de participação da população, no mês de abril foram recolhidas apenas 310 toneladas. Este montante foi recolhido nas modalidades porta a porta e Programa Interno de Coleta Seletiva.

“Na primeira modalidade, os catadores vão de casa em casa recolhendo o material. Já no PIC’s, eles recolhem o material de grandes empresas como shoppings e supermercados”, explicou o diretor de Meio Ambiente da Urbana Paulo Humberto dos Santos.

Depois de recolhido, todo o lixo é levado para a usina de reciclagem, que funciona no antigo lixão de Cidade Nova. Nesse local, as associações fazem a separação do material e o que não vai ser reciclado é levado para o Aterro Sanitário da Região Metropolitana, em Ceará-Mirim.

“A triagem está sendo feita nos próprios galpões porque a usina está em reforma, além disso estamos finalizando a reforma de cinco galpões. Até o dia dez estaremos inaugurando. Com isso vamos melhorar as condições de trabalho dessas pessoas”, garantiu o diretor de operações da Urbana, Diogo Henrique dos Santos.

Visita de catadores segue roteiro

Mas o que muita gente reclama é a falta de regularidade da passagem do caminhão da coleta seletiva. Muitos chegam a guardar o material por vários dias, mas os catadores não vão buscar.

De acordo com Paulo Humberto, as associações têm um roteiro definido com os bairros, dias e horários definidos e que geralmente são cumpridos. “Acontece muito de os catadores passarem várias vezes numa mesma casa e não ter quem receba. Ninguém é obrigado a ficar de plantão em casa, esperando o caminhão passar. Mas quando não tem ninguém para doar seu lixo, acaba prejudicando a coleta”, disse o gerente.

Mas com o objetivo de resolver esse problema, a Urbana vem reforçando, desde o início do ano, o trabalho de conscientização da população sobre a importância da coleta seletiva. Além disso, está sendo distribuído um calendário com dias e horários específicos para cada bairro.

“Agora estamos expandido a quantidade de pessoas por área, ao invés dos bairros. Orientamos os catadores a passar sempre nas casas, independente de na vez anterior não ter tido material ou o imóvel fechado”, disse o Humberto.

Ele disse ainda que qualquer reclamação ou informação sobre a coleta seletiva pode ser obtida através do telefone 3232 8763.

 

Fonte:  Junior Santos (Tribuna do Norte – RN)

Pesquisa: FPN-SP-Brasil

Investimentos no setor de reciclagem

Novelis vai investir US$ 30 milhões no Brasil

SÃO PAULO, 26 de maio de 2008 – A Novelis Inc., líder mundial na laminação de alumínio e reciclagem de latas de bebidas, anunciou hoje que investirá mais de US$ 30 milhões em suas operações no Brasil nos próximos 18 meses em diversos projetos que objetivam aumentar a capacidade de produção e introduzir novas tecnologias. 

“Esses investimentos nos permitirão continuar a atender às demandas dos mercados da América do Sul em rápido crescimento, assim como oferecer uma plataforma tecnológica a partir da qual possamos expandir nossa oferta de produtos inovadores e de alto valor aos nossos clientes”, disse, em nota, Martha Finn Brooks, presidente e diretora de operações da Novelis.

 

Serão investidos perto de US$ 21 milhões nas melhorias da tecnologia de processo e do equipamento no complexo da empresa em Pindamonhangaba de laminação e reciclagem de alumínio. As melhorias proporcionarão um aumento de dois dígitos na capacidade de laminação da usina, que será de 400 mil toneladas métricas por ano e aumentará sua capacidade anual de reciclagem de alumínio de 80 mil a 150 mil toneladas métricas.

 

A empresa também anuncia que fará um investimento de US$ 4,6 milhões em sua fábrica de Ouro Preto para instalar sua tecnologia de solidificação Novelis Fusion (TM) para a produção de lingotes de folhas de alumínio com camadas múltiplas de liga. Esses lingotes de múltiplas camadas de liga podem ser laminados em chapas com características anteriormente impossíveis de serem alcançadas. A tecnologia proprietária Novelis Fusion(TM) abre novas oportunidades para as folhas de alumínio em segmentos de mercado tais como automotivo, de arquitetura, edificações, construção, bens duráveis, produtos eletrônicos e transporte. A fábrica de Ouro Preto será a primeira na América do Sul, e uma das quatro, no mundo inteiro, a oferecer essa tecnologia revolucionária para os clientes da Novelis.

 

Além disso, a empresa afirmou que investirá US$ 4,7 milhões em um projeto de tecnologia da informação que visa integrar e unificar seus atuais sistemas operacionais no Brasil. A atividade será utilizada como um projeto piloto global para a Novelis e, posteriormente, será implementada nas operações da companhia em todo o mundo.

 

A Novelis também confirmou que continua com um projeto de expansão da capacidade de geração de suas hidrelétricas no Brasil. Estão sendo realizadas atualmente audiências públicas sobre a proposta de implantação de uma usina de 23 MW em Nova Brito, no Estado de Minas Gerais.

 

(Redação – InvestNews)

[ 19:26 ]   26/05/2008

Fonte:http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/05/26/e260522270.html

Pesquisa: FPN-SP-Brasil

Reciclagem de garrafas PET pode movimentar R$ 200 milhões por ano

Agencia Brasil

Garrafas de plástico na prateleira de uma distribuidora de bebidas. Mais de um mês após a liberação do uso do plástico reciclado de garrafas PET na embalagem de alimentos, nenhuma empresa obteve licença para trabalhar nesse mercado 
Brasília – Mais de um mês após a liberação do uso do plástico reciclado de garrafas tipo PET (usadas em refrigerantes) para produção de embalagens de alimentos, nenhuma empresa obteve ainda a licença para trabalhar nesse mercado, que segundo o diretor do Centro de Estudos Socioambientais Pangea, Antonio Bunchast, tem potencial de crescimento para movimentar quase R$ 200 milhões ao ano.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria do PET, aproximadamente 51% de todo esse material plástico é reciclado, deixando outras 184 milhões de toneladas produzidas por ano nos aterros e lixões.

Para Antonio Bunchast, a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que permite o uso do PET reciclado para produzir embalagens de alimentos provavelmente irá aumentar a reciclagem desse material. “A probabilidade é que aumente a coleta do PET por parte dos catadores, já que vai haver um aumento da demanda desse produto”, explicou Bunchast.

Ele considera a medida “positiva do ponto de vista ambiental e positiva do ponto de vista da geração de trabalho e renda”. Porque não só “poupa recursos naturais, mas se torna um negócio viável para cooperativas de catadores de materiais recicláveis”.

Bunchast apontou ainda a importância da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que prevê a co-responsabilização dos produtores dos materiais na coleta dos resíduos pós-consumo. Ele usou como exemplo o caso das embalagens Tetra Pak, utilizadas em leite longa vida, e os copos descartáveis, que não são reciclados devido aos altos custos para o reaproveitamento. “Não se pode produzir Tetra Pak de uma maneira difusa, sem um planejamento de como se vai recuperar aquele resíduo na natureza depois”, ressaltou.

Uma das empresas que pretende reciclar plástico PET para embalar alimentos, a Bahia PET, já utiliza um sistema de reaproveitamento aprovado na Alemanha. O diretor industrial, Waltencir Teixeira, explicou que a técnica de reciclagem usada pela empresa começa com uma lavagem química do material, depois passa por um processo de fusão a 280º C, para então ser filtrado.

De acordo com o diretor, ao final do processo, o material está “tão descontaminado quanto o material virgem”. Uma garrafa PET de plástico reciclado custa cerca de 15% menos do que uma feita com outro tipo de matéria-prima.

Curso mostra que reciclagem pode se tornar oportunidade de negócios

O ciclo de cursos organizado pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado – SMA desenvolveu, nesta quinta-feira (5/8), das 9 às 17 horas, o tema “Reciclagem: Novos Desafios”, com a participação de estudantes, representantes do poder público e da iniciativa privada, além de organizações não-governamentais e outros.

O curso, dividido em dois módulos, foi organizado pela Coordenadoria de Planejamento Ambiental Estratégico e Educação Ambiental – CPLEA, órgão da SMA, consistindo na apresentação e debate de questões relacionadas à reciclagem como oportunidade de negócio, além de exibir experiências que revelam a potencialidade criativa e a possibilidade na geração de trabalho e renda.

Na abertura do evento, o secretário do Meio Ambiente, professor José Goldemberg, destacou a importância do processo de reciclagem criando oportunidades que podem ser exploradas comercialmente, articulando de forma harmônica questões ambientais, econômicas e sociais. “A reciclagem deixou de ter um caráter romântico para ser uma oportunidade de negócios. Nesse contexto, considero da maior importância a atuação do SEBRAE, ao mostrar as oportunidades de negócios, do BNDES ao estabelecer possíveis linhas de crédito e da UNICAMP que, por intermédio do ITCP – Incubadora Teconológica de Cooperativas, vem promovendo tecnologias para viabilizar a reciclagem tanto do ponto de vista ambiental como do econômico”, explicou.

Para Denise Rodrigues, mestre em Economia Industrial do BNDES, há exatamente três décadas, a instituição financeira tem uma atuação pioneira na área de meio ambiente. Para ilustrar, citou a responsabilidade adquirida pela incorporação do RIMA – Relatório de Impacto Ambiental às práticas financeiras e bancárias no Brasil. “Não existe nenhuma empresa financiada pelo BNDES que venha a causar danos ambientais, na medida em que estamos incentivando mecanismos para que seus clientes e fornecedores não tenham práticas incorretas. Com esse procedimento, a empresa cliente do BNDES torna-se automaticamente responsável pela atuação ambiental de seus clientes e fornecedores”, disse.

Ao mencionar as dificuldades naturais de implantação enfrentadas pelas pequenas e médias empresas, a economista salientou: “O BNDES sempre disponibiliza recursos às pequenas empresas que trabalhem com reciclagem. Os financiamentos são realizados com taxas de juros a longo prazo, que são as menores praticadas pela instituição e os maiores níveis de participação do BNDES no empreendimento”, concluiu.

Reciclagem de embalagens
Juliana Matos Seidel, da Tetra Pak, fabricante de embalagens, enfatizou a preocupação da empresa em estabelecer um mercado reciclador, pois, segundo disse, “não adianta produzir embalagens recicláveis se ninguém as recicla”. A embalagem Tetra Pak é composta por seis camadas sendo quatro de polietileno, uma de papel e uma de alumínio.

A primeira etapa para o processo de reciclagem é a desagregação do papel por meio de agitação em água por um período de 15 a 30 minutos. O papel resultante pode ser utilizado, por exemplo, na fabricação de caixas e cadernos. O plástico e o alumínio, que sobram dessa primeira etapa de reciclagem, também são reciclados para produção de novos materiais, como telhas, móveis ou “pellets” para a fabricação de peças plásticas.

Atualmente existem oito empresas que trabalham com a reciclagem dessas fibras e mais duas estão em desenvolvimento. Dados de pesquisa da própria Tetra Pak confirmam o aumento de interesse pela reciclagem. Em 1993, a reciclagem era praticamente nula; em 1997, esse número passou para 5%; e, em 2003, atingiu 20%, o que representa um crescimento de 33% ao ano.

A empresa, para consolidar o sucesso da reciclagem, desenvolve um trabalho de conscientização da população. Com essa finalidade, há mais de seis anos, efetua ações de educação ambiental, produzindo folhetos para a divulgação da coleta seletiva e da reciclagem, não apenas de embalagens da Tetra Pak como de outros fabricantes.

Em seis anos do projeto, atingiu mais de 30 mil escolas, 5 milhões de estudantes e 1.480 professores. O projeto consiste em passar aos estudantes informações sobre o gerenciamento do lixo urbano, coleta seletiva, reciclagem e ciclo de vida dos materiais. Para isso, foi desenvolvido um “kit” composto pela cartilha “A Embalagem e o Ambiente” para alunos, pelo caderno do professor “Meio Ambiente, Cidadania e Educação”, o vídeo “Quixote Reciclado”, que mostra, de maneira lúdica e instrutiva, as ferramentas para o gerenciamento do lixo urbano, e a Revista “Cultura Ambiental em Escolas”, com depoimentos e exemplos de ações propostas no material.

Livros sobre lixo e coleta seletiva são relançados
O curso “Reciclagem: Novos Desafios”, realizado nesta quinta-feira (5/8) pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado – SMA, apresentou palestras de especialistas de diversas áreas que abordaram questões relativas às tecnologias de reciclagem, envolvimento da comunidade e linhas de financiamento de projetos.

No final do evento, ocorreu o relançamento das publicações “Coleta Seletiva para Prefeituras: Guia de Implantação” e “Guia Pedagógico do Lixo”, editadas pela Coordenadoria de Planejamento Ambiental Estratégico e Educação Ambiental – CPLEA. Ambas as publicações encontram-se disponíveis no site www.ambiente.sp.gov.br, para uso de escolas, organizações não-governamentais, prefeituras e outras entidades.

O livro “Coleta Seletiva para Prefeituras: Guia de Implantação”, que já está na sua terceira edição, traz textos dos técnicos João Antonio Fuzaro e Lucilene Teixeira Ribeiro, da SMA. Com 32 páginas aborda questões como a educação ambiental, a coleta seletiva e as formas de implantação, prevendo tanto a remoção porta-a-porta como por intermédio de postos de entrega voluntária.

Traz ainda explicações sobre caracterização de resíduos, definição de áreas e locais para implantação e plano de trabalho, além das estrutura necessária e mão-de-obra, mostrando como as prefeituras devem proceder para implantar o sistema de coleta seletiva nos municípios.

O “Guia Pedagógico do Lixo” está na quarta edição constituindo uma fonte de informações para educadores e ambientalistas, mostrando a amplitude do problema dos resíduos sólidos e as formas de destinação adequadas. Tratando a questão de forma abrangente cita, inclusive, a questão do lixo atômico informando, por exemplo que as 100 toneladas de resíduos produzidas na Usina de Angra I se encontram armazenadas em uma piscina de concreto de forma a não promover a contaminação do meio ambiente.

Ao longo de suas 100 páginas relaciona o lixo com a questão da saúde e qualidade de vida, trata das formas de destinação adequadas, processos de decomposição e reciclagem, além dos aspectos que envolvem a comunidade cuja conscientização é fundamental para o equacionamento do problema.

Texto: Wanda Carrilho e Cintia Frassini
Fonte:http://homologa.ambiente.sp.gov.br/destaque/2004/agosto/05_EA.htm

Pesquisa:FPN-SP-Brasil

Novo método para reciclagem é apresentado

Um novo método para aproveitamento dos resíduos de construção civil e demolição (RCD), 50% mais barato e com consumo de energia 80% menor. Esse é o principal resultado de um estudo realizado por pesquisadores da Escola Politécnica da USP (Poli/USP), do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) e da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). O novo método dispensa a britagem do material a ser reciclado, o que barateia o processo e torna viável a instalação de pequenas usinas de reaproveitamento dos RCD. O método é tão inovador, que está sendo patenteado.

Segundo o professor Vanderley John, do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Poli, um dos integrantes da equipe que realizou o estudo, a tecnologia desenvolvida possibilita que usinas de reciclagem simplifiquem a produção de matéria-prima para bases e sub-bases de pavimentação a partir de resíduos da construção civil. “Atualmente, a reciclagem de RCD passa necessariamente pela britagem (quebra dos resíduos em pedaços pequenos, com no máximo 63 milímetros de diâmetro)”, explica. “Isso encarece o processo, pois o britador representa mais da metade do investimento total da montagem de uma usina de reciclagem. O novo método reduz os investimentos iniciais e simplifica a operação das centrais de reciclagem, o que torna viável um maior número de centrais de reciclagem públicas ou privadas”.

Aplicações

A nova tecnologia está baseada nos resultados de uma pesquisa com amostras representativas de resíduos coletados em três cidades: Macaé (RJ), Maceió (AL) e São Paulo (SP). “Coletamos 20 toneladas de resíduos dessas três cidades”, explica John. “E constatamos que cerca da metade dos resíduos tinha tamanho inferior a 63 milímetros; ou seja, poderiam ser aplicados diretamente na composição de pavimentos, sem necessidade da britagem”, acrescenta. Esta constatação levou a equipe a propor uma forma extremamente simples de transformar resíduos em agregados: separação manual do material indesejável ao processo, seguido de peneiramento na bitola de 60mm e de uma nova remoção manual dos contaminantes (madeira, papel, cerâmica), remanescentes da fração abaixo de 63mm, que será comercializada como agregado de pavimentação.

Segundo John, o novo método poderá ser aplicado em ambientes urbanos e adotado por prefeituras, cooperativas ou empreendimentos privados. “A redução dos investimentos iniciais, dos custos e da complexidade de operação facilita a introdução da reciclagem, inclusive porque reduz os riscos. Assim, esperamos que essa tecnologia possibilite a ampliação do número de usinas e a margem de lucro desse novo negócio”, ressalta. Em conseqüência, evita-se a deposição ilegal desses resíduos nas margens de ruas e rios, reduzindo os impactos ambientais, além de minimizar os gastos das prefeituras com a gestão deles.

A nova tecnologia tem várias outras vantagens, a exemplo da redução do consumo de energia elétrica (60 a 80%) em relação ao sistema de reciclagem tradicional com britagem. “O novo método também torna possível a implantação das usinas nas proximidades do mercado consumidor, o que significa menores distâncias de transporte, que corresponde a dois terços do preço final do produto”, diz. Outra vantagem é que o sistema reduz de forma significativa a emissão de material particulado e principalmente de ruídos na operação de britagem. Assim, alternativas de desenvolvimento sustentável são incentivadas.

Além do professor Vanderley John, entre os pesquisadores da Poli também participaram da pesquisa o professor Artur Pinto Chaves e a pesquisadora Carina Ulsen, ambos do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo, e os pesquisadores Francisco Mariano Sérgio Ângulo (atualmente no do IPT).

Fonte:  itu.com.br

Pesquisa: FPN-SP-Brasil

Atitudes individuais podem reduzir impacto do aquecimento global

Ações simples de sustentabilidade podem ajudar a salvar o planeta .

O aquecimento global não é apenas acelerado pelo desmatamento ou pelo derretimento da calota polar. Os produtos que usamos, a energia que consumimos e diversas atitudes rotineiras também são responsáveis pela alteração do clima no mundo, afirma Giselle Ferreira de Araújo – Consultora em Direito Ambiental da Sustentabilidade e integrante do Grupo de Pesquisa do CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e do Centro de Estudo de Direito Ambiental da Sustentabilidade da Universidade de Oxford, em Londres.

Para a Consultora, a adoção de pequenas ações práticas e simples em favor da saúde, do meio ambiente e de um novo estilo de vida podem diminuir os gastos próprios e de toda a comunidade com a eliminação de resíduos, poluição, emissões de carbono e ser economicamente viável para evitar transtornos maiores num futuro próximo.

Abaixo Giselle Araújo cita 20 dicas de pequenas ações que podem ajudar a reduzir os impactos do aquecimento global e iniciar uma mudança de consciência de toda uma população a partir do indivíduo.

1. Não deixe a TV ou outros equipamentos ligados ao sair do recinto || 2. Não ferva água para seis xícaras se for usar somente uma || 3. Tente comprar produtos que sejam reutilizáveis ou que venham em embalagens reutilizáveis || 4. Recicle (reciclar uma lata de alumínio gasta 5% de energia enquanto produzir uma lata nova gasta 50%) || 5. Reduza o seu banho diário de 10 min para 5 min. Isso pode economizar 4.200 galões da água || 6. Procure utilizar torneiras, chuveiros e vasos sanitários com regulagem de fluxo de água || 7. Substitua lâmpadas incandescentes por fluorescentes que tem uma vida útil muito maior || 8. Escolha móveis e utensílios que possam ser reciclados || 9. Utilize tintas e vernizes sem base de petróleo || 10. Não compre móveis feitos de madeira de desmatamento || 11 . Evite os plásticos || 12. Não use copos de papel, use a sua própria caneca || 13. Use cartuchos de impressão recarregáveis || 14. Use o papel de ambos os lados || 15. Somente imprima o que for estritamente necessário || 16. Recicle telefones celulares e pilhas e equipamentos que possam reaproveitáveis || 17.Não use sacolas plásticas, use sacolas retornáveis || 18. Compartilhe de carro com amigos || 19. Compre carros menores e mais econômicos e use combustíveis não fósseis || 20. Procure estimular o comércio local, produtos comprados ali gastam menos energia de transporte;

E finaliza, “envolva-se com as questões da sua comunidade, alie-se a grupos que defendam uma causa. Demonstre espírito de cooperação. O segredo da felicidade: Viver de forma mais simples e feliz. Reduza, Reuse e Recicle”.

Perfil da Giselle Ferreira de Araújo – Pós-doutorada em Direito na Universidade de Lisboa, Portugal. Doutora em Direito pela Universidade de São Paulo; Mestre em Direito do Trabalho pela USP e Especialista em Direito Ambiental e Direito Empresarial pela Harvard Law School. É professora visitante na Universidade de Oxford, Grã-Bretanha, na London School of Economics, Grã-Bretanha, na Freie Universität Berlin, Alemanha e no Stetson Program, USA.

A consultora também é excelente fonte de informações para entrevistas e matérias relacionadas a Direito Ambiental (Biodiversidade, Mudança Climática, Energias Renováveis, Amazônia, Mecanismos de desertificação, Biocombustíveis); Contratos nacionais e internacionais – Direito Empresarial; Responsabilidade Social Empresarial; Governança corporativa e Mercado de carbono.

Transcrito de: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=38181

Pesquisa: FPN-SP-Brasil

Recursos para pesquisa de plástico verde

As maiores empresas do setor petroquímico concederão ao Brasil mais de US$ 1,33 bilhão em investimentos destinados à pesquisa e produção de plásticos verdes, derivados do etanol de cana-de-açúcar e de glicerina.

Os dados do Instituto Socioambiental do Plástico, que apontam o Brasil como líder na tecnologia dos plásticos “verdes”, foram recolhidos de empresas líderes do setor como Braskem, Dow Brasil, Nova Petroquímica e Solvay, que tentam reduzir sua dependência do nafta para a produção de resinas.

O uso do plástico como embalagem, em sua maioria no setor de alimentos, aumentou muito nos últimos 20 anos, mas a massificação da sua utilização recebeu críticas, como, por exemplo, no que diz respeito a sua decomposição, que pode demorar até 500 anos. A pesquisa apontou que o grau de reciclagem do Brasil, de 25%, é superior ao de países industrializados como a Alemanha.

A Braskem obteve uma certidão mundial para a produção de polietileno de etanol de cana-de-açúcar, com um investimento US$ 5 milhões e um projeto de construção de uma nova fábrica avaliada em US$ 150 milhões. A Solvay Indupa anunciou, por sua vez, um investimento de US$ 135 milhões para fabricar aproximadamente 60 mil toneladas de resina para produzir policloreto de vinil (PVC) de etanol.

Já a Dow Brasil, filial da matriz norte-americana, investirá US$ 1 bilhão no etanol de cana-de-açúcar como matéria-prima para as resinas plásticas com a construção do primeiro pólo álcool-químico do mundo na cidade de Santa Vitória, em Minas Gerais.

A empresa Nova Petroquímica, antiga Suzano Petroquímica, controlada agora pela Braskem e Petrobras, fará um investimento de US$ 50 milhões em uma fábrica piloto para produzir polipropileno a partir de glicerina residual do biodiesel.

Fonte: Agência InvestNews
Pesquisa: FPN-SP-Brasil

Coleta informal para reciclagem supera recolhimento oficial de lixo em Santos

À primeira vista, é difícil imaginar que José Carlos, um homem magro, de estatura baixa e andar calmo, cruza em média sete bairros de Santos todos os dias carregando até 250 quilos com a força dos braços – e uma ajudinha de todo o peso do corpo. Carrinheiro, vive do recolhimento informal da reciclagem de lixo que encontra nas ruas de Santos. José Carlos do Nascimento, de 44 anos, é um dos 250 carrinheiros cadastrados pelo Município que evidenciam que os números do material reciclado na cidade estão subestimados.

Se cada um recolher 150 quilos de resíduos reaproveitáveis por dia, em uma estimativa conservadora, são retiradas das ruas 1.125 toneladas de lixo por mês, oito vezes o total recolhido pela coleta da Prefeitura de Santos. Somam-se a esses trabalhadores as cooperativas de reciclagem, que geram renda em comunidades carentes, e os caminhões que, por conta própria, também recolhem o lixo reaproveitável nos bairros em dias da coleta oficial, com o objetivo de vender e ganhar dinheiro.

O resultado é uma cadeia de agentes que, se tivesse a Prefeitura como parceira, poderia incentivar ainda mais a reciclagem e diminuir o custo do Município com a coleta, que atualmente é a mais cara do Brasil, conforme apontou pesquisa do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre).

Em 2007, saíram dos cofres públicos US$ 587,09 por tonelada recolhida. Atualmente, as 200 toneladas de lixo reciclável coletadas mensalmente representam menos de 2% do total de lixo produzido pelos santistas. Municípios que já contam com coleta seletiva avançada reciclam 10% de seus resíduos. Acontece que, contabilizada a coleta informal só de carrinheiros, Santos se aproxima desse percentual. Foi com a incorporação de carrinheiros e organizações não-governamentais ao processo de coleta oficial de lixo limpo que Londrina, por exemplo, conseguiu reduzir os custos e aumentar a quantidade de resíduos recolhidos. A cidade paranaense paga US$ 21,76 por tonelada (28 vezes menos do que o lixo santista) e coleta 3.576 toneladas por mês.

Mas José Carlos e todos os outros carrinheiros não têm apoio de ninguém no trabalho. Ao contrário: seguem o calendário de coleta da Prodesan e procuram chegar aos bairros antes do caminhão da empresa. Para trabalhar, obedecem os horários estabelecidos pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que, na maioria, se restringem à noite e madrugada. José Carlos sai de casa de madrugada e trabalha até as 14 horas. A parada final é um ferro-velho na Rua São Francisco, que paga R$ 0,17 pelo quilo de papelão, R$ 0,30 pelo quilo da garrafa pet e R$ 0,15 pela mesma quantidade de plástico.- Esse é o que paga melhor – contou.

Por mês, ele chega a ganhar R$ 800,00, o suficiente para pagar o aluguel do quarto em que mora sozinho, mandar dinheiro para as filhas, que continuaram no interior do estado, e se sustentar. Seu carrinho traz o número de registro e o telefone da CET de Santos na parte traseira.

- A gente trabalha direitinho, mas tem muitos carrinheiros que não são registrados (na CET e na Secretaria de Assistência Social).

Cooperativa rende menos

Lixo é um negócio bem menos lucrativo para moradores da Vila Nova e do Paquetá que fazem parte da Cooper Sampa Litoral, uma cooperativa que começou em São Paulo e chegou a Santos há três anos. As 10 toneladas recolhidas todo mês de 30 locais, entre empresas e condomínios, não chegam a render R$ 200,00 para cada um dos 10 cooperados. A cooperativa fica em um galpão alugado por R$ 1.200,00 mensais na própria Vila Nova. Depois de coleta e triagem, um caminhão da cooperativa leva o material para a Capital. Mesmo ganhando pouco, Ana Maria Sabo acredita no seu trabalho.

- Eu sofria muito catando papel na rua. Era muito sacrifício – diz José Carlos do Nascimento, de 44 anos, é um dos 250 carrinheiros cadastrados no município.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Flávio Rodrigues Corrêa, reconheceu que a integração de profissionais que já trabalham com reciclagem à coleta da Prefeitura poderia gerar uma economia ao Município. A medida pouparia dinheiro de duas formas: incentivando a coleta dos carrinheiros, reduzindo consequentemente o uso de caminhões da Prodesan, e aumentando a quantidade de lixo recolhido devido a uma consequente aproximação desses carrinheiros com os moradores. Mas ele questionou o fato de Santos ser apontado como a cidade com o lixo mais caro do Brasil.

- Cada cidade faz de uma forma. A coleta, a separação e a comercialização, cada um faz de uma forma. Não dá para comparar uma coisa com outra – argumentou.

- Vê se alguma das outras cidades (com coletas mais baratas) inclui 60 pessoas de um programa de enfermos mentais da Prefeitura e 23 ex-catadores de um lixão – acrescentou, referindo-se ao trabalho de separação do material coletado realizado por pacientes do Núcleo de Assistência Psicossocial e ex-catadores do antigo lixão da Alemoa.

O secretário ressaltou que essas pessoas recebem pelo serviço e geram alguns outros gastos, como a utilização de uniformes.

- É o custo social do programa.

Apesar de defender a forma como a Prefeitura trata a reciclagem de lixo, o secretário lembrou do projeto de inclusão de carrinheiros no processo, algo que, há tempos, a secretaria tenta colocar em prática.

Pelo projeto, chamado de Recicla Bairro, de 6 a 8 carrinheiros circulariam por um bairro para recolher lixo limpo. O projeto já está todo estruturado e inclui a compra de recicletas, tipos de bicicletas com grandes cestos para depósito dos resíduos reaproveitáveis. Por isso, um financiamento é necessário, segundo ele.

- Tínhamos um patrocinador, mas quando estava tudo pronto, aos 46 minutos do segundo tempo, a empresa desistiu.

A secretaria tentou viabilizar o projeto por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas não foi aprovado.

- Estamos pensando em uma outra forma: ou voltar a procurar alguém (algum patrocinador) ou incluirmos, no contrato de coleta (com a Prodesan), o trabalho dos carrinheiros junto com os caminhões.

O contrato será renovado em janeiro. Segundo Corrêa, o resultado é o barateamento no custo, pois os carrinheiros absorveriam a função do caminhão de coleta, e um crescimento do volume recolhido pela população.

- Com o tempo, haverá uma interação e relação de confiança entre moradores e carrinheiros, incentivando a separação dos materiais reaproveitáveis.

Fonte: Tribuna Online

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A pergunta é:
Porque será que as cooperativas que são organizadas para prover recursos sociais aos cooperados, rendem menos?
Talvez o MP possa responder.
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Pesquisa: FPN-SP-Brasil

Efeito estufa

O homem aumentou a oferta nos oceanos de nitrogênio disponível a organismos em quase 50%. Além disso, tem influenciado gravemente os ciclos desse elemento químico na atmosfera e no solo do planeta. As afirmações estão em dois estudos independentes publicados na edição de 16 de maio da revista Sciente.

O aumento tem sérias implicações para as mudanças climáticas, uma vez que o nitrogênio em excesso aumenta a atividade biológica marinha e a absorção de dióxido de carbono, o que, por sua vez, leva à produção de mais óxido nitroso, considerado ainda mais prejudicial ao aquecimento global do que o metano ou o próprio dióxido de carbono.

Que o homem tem interferido no ciclo de nitrogênio, por meio do uso indiscriminado de fertilizantes na agricultura e da queima de combustíveis fósseis, é algo que já se sabia. Mas os novos estudos são os primeiros a avaliar o impacto da produção antropogênica do elemento químico nos oceanos.

Os estudos foram coordenados por Robert Duce, do Departamento de Oceanografia e Ciências Atmosféricas da Universidade Texas A&M, e James Galloway, do Departamento de Ciências Ambientais da Universidade da Virgínia, ambas nos Estados Unidos.

O segundo artigo conta com a participação de Luiz Antonio Martinelli, pesquisador do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), e um dos maiores especialistas no país sobre alterações no ciclo de nitrogênio.

Os dois trabalhos destacam a necessidade de que sejam conduzidos mais estudos para investigar os efeitos da atividade humana nos ciclos de nitrogênio, mas são categóricos em afirmar que as conseqüências negativas nos níveis globais do elemento químico se intensificarão nos próximos anos.

Duce e colegas descrevem em seu artigo que as formas de nitrogênio antropogênico já são responsáveis por cerca de 3% de toda a nova produção biológica marinha. E a contribuição humana é responsável por cerca de um terço do óxido nitroso e um décimo do dióxido de carbono que chega aos oceanos do planeta todos os anos.

Segundo os autores, essa influência pode reduzir níveis de oxigênio essenciais na água e tem efeitos sérios no clima, na produção de alimentos e em ecossistemas espalhados por todo o mundo.

Galloway e colaboradores destacam os problemas ambientais e de saúde que derivam do aumento dos níveis de nitrogênio produzidos pela atividade humana. Eles também apontam o “desequilíbrio extremo” de nitrogênio que existe atualmente.

Os pesquisadores ressaltam a “importância crítica da redução de nitrogênio reativo [usado por organismos] no ambiente” e lançam uma série de questões para serem consideradas por estudos futuros.

“Muito do nitrogênio antropogênico se perde no ar, na água e no solo, causando problemas ambientais e de saúde humana em cascata. Ao mesmo tempo, a produção de alimentos em algumas partes do mundo é deficiente em nitrogênio, ressaltando as disparidades na produção de fertilizantes que contêm o elemento químico. Otimizar a necessidade desse recurso importante ao homem e, ao mesmo tempo, minimizar suas conseqüências negativas requerem uma abordagem interdisciplinar e o desenvolvimento de estratégias para diminuir os resíduos que contenham nitrogênio”, afirmaram.

“O ciclo natural do nitrogênio tem sido grandemente influenciado pela atividade humana no último século – talvez mais do que o ciclo de carbono – e estimamos que os efeitos destruidores continuem a aumentar. Por conta disso, é fundamental que ações sejam tomadas para enfrentar o problema, como no controle do uso de fertilizantes ou na diminuição da poluição promovida pelo crescente aumento no número de automóveis”, disse Peter Liss, da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, que participou do estudo coordenado por Duce.

Os artigos Transformation of the nitrogen cycle: Recent trends, questions, and potential solutions, de James Galloway e outros, e Impacts of atmospheric anthropogenic nitrogen on the open ocean, de Robert Duce e outros, podem ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.

Fonte:http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?id=8848
Pesquisa: FPN-SP-Brasil

Políticas para o lixo

Comissão especial na Câmara Federal vai analisar 52 pareceres e elaborar projeto de lei sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos
 

 

Agosto/2001

Edição 23

 

Segundo o relator, a criação da comissão demonstra a prioridade que foi dada ao assunto “lixo é imposto recolhido”, diz Emerson Kapaz,ao defender a redução do ICMS para quem usa material reciclado
A Câmara dos Deputados criou uma comissão especial destinada a dar parecer em 52 projetos sobre resíduos, muitos dos quais estão há dez anos em discussão.
A intenção é elaborar um só projeto substitutivo, que procuraria atender à maioria das propostas de todos os projetos em tramitação.
A comissão, composta por 64 deputados de todos os partidos, 32 titulares e 32 suplentes, é presi- dida pelo deputado José Índio (PMDB-SP) e tem como relator o deputado Emerson Kapaz (PPS-SP).
Dada a diversidade de assuntos, a Comissão decidiu constituir grupos de trabalho com a tarefa de examinar, separadamente, cada um dos temas propostos pelos 52 projetos.


Destina-se a orientar estados e municípios no tratamento dos resíduos


Incentivar a reciclagem e as embalagens retornáveis, dar vantagens fiscais aos municípios que sediarem aterros e instituir a responsabilidade pós-consumo compartilhada estão entre os princípios que irão nortear a elaboração da Política Nacional dos Resíduos Sólidos.
Para o deputado Emerson Kapaz, o debate sobre o tratamento dos resíduos sólidos deve ganhar força com as atuais crises de energia e água. “Esses problemas estão conectados, já que a disposição inadequada do lixo doméstico e industrial está relacionada com contaminação da água e a reutilização de materiais economiza energia”, diz.
Destinada a orientar estados e municípios no tratamento e destino de todos os tipos de resíduos, a Política Nacional poderá ser votada até o final do ano, segundo expectativa do relator. “A criação de uma Comissão Especial demonstra a prioridade que foi dada ao assunto”, diz.
Esse tipo de comissão é terminativa, ou seja, o projeto vai direto para a votação em plenário, sem passar por nenhuma outra comissão.
Apesar da discussão ser antiga, não existem regras nacionais que regulem velhos e novos problemas relacionados ao lixo, nem informações confiáveis sobre quantidade e qualidade dos resíduos gerados no país.


Não existem regras nacionais que regulem os problemas relacionados ao lixo


Até hoje não se conseguiu fazer cadastramento de resíduos nas empresas e municípios.
No Estado de São Paulo, o único a avaliar as condições dos aterros de lixo doméstico, 46,7% são considerados inadequados. Em grande parte das cidades brasileiras, nem mesmo a coleta é generalizada.
Além de classificar e dar as regras para disposição de cada tipo de resíduo (urbano, industrial e de mineração, serviços de saúde, atividades rurais, serviços de transportes, radioativo e tecnológico), a Política Nacional deverá tratar da remuneração dos serviços de limpeza pública. “A idéia é criar um fundo para atendimento dos pequenos municípios e do passivo ambiental”, explica Kapaz.
Segundo o relator da comissão, devem ser criados incentivos que permitam premiar setores que usam material reciclado e penalizar quem trabalha com resíduos perigosos. “Uma idéia é ter um ICMS menor para quem recicla ou usa material reciclado. Hoje, uma embalagem reciclada, por exemplo, é bitributada.
Para estabelecer essas regras, todos os setores serão chamados, do Ministério do Meio Ambiente a governadores, prefeitos, empresas e sociedade civil. “Vamos negociar as metas e prazos com os setores. A responsabilidade pós-consumo tem que ser compartilhada”, defende.


Em grande parte das cidades nem mesmo a coleta é generalizada


A regulamentação deverá contemplar ainda a reciclagem e o trabalho das 750 mil pessoas que vivem do lixo no país. Estão sendo estudados também benefícios para os municípios que abriguem aterros de resíduos industriais. “Hoje, ter aterro é punição, mas esse é um preço solidário, não tem outro jeito. A solução é destinar recursos federais do fundo de resíduos para os locais que forem escolhidos, com critérios técnicos”.
Um dos assuntos mais polêmicos, porém, deverá ser as embalagens. A Política Nacional de Resíduos Sólidos deverá indicar como tratar o reciclável em relação ao retornável. O deputado defende a valorização dos “retornáveis”.


Devem ser criados incentivos para quem utilizar o material reciclado


A comissão terá exaustivo trabalho para analisar todos os projetos existentes antes de proferir parecer final. Dos 52 projetos já apresentados, cinco dispõem sobre a instituição de uma política nacional de resíduos sólidos. Dois tratam de moratória para a instalação de incineradores de resíduos domésticos, o primeiro propondo três anos e o segundo, dez anos.
A coleta e a disposição final de baterias utilizadas em telefones celulares é objeto também de dois projetos, o mesmo ocorrendo com a coleta e disposição do lixo tecnológico.
Outro tema preferido pelos autores dos projetos é a utilização e a disposição dos pneus usados. Um dos projetos estabelece que o poder público fará o reaproveitamento dos pneus, enquanto dois outros tratam apenas de regras para a disposição depois de sua utilização.
Dois projetos proíbem terminantemente a importação de qualquer tipo de lixo nuclear, enquanto outros dois cuidam da inscrição de advertências nas embalagens de produtos. No caso das embalagens plásticas, a inscrição deverá indicar o tipo de plástico que foi utilizado na embalagem.
A reutilização de embalagens plásticas do tipo PET; a obrigatoriedade da utilização do papel reciclado pelo poder público; a disposição de embalagens retornáveis de vidro de cerveja; a obrigatoriedade da reciclagem de materiais plásticos, metálicos e de borracha e o estabelecimento de teores máximos de metais pesados na produção de baterias também estão entre os 52 projetos.
Crédito subsidiado para os empresários que investirem em tratamento de resíduos poluentes; autorização prévia para importação de resíduos destinados à reciclagem industrial; recolhimento de lâmpadas inservíveis e a instituição de normas para destinação final das garrafas plásticas também foram temas de projetos.
Outro projeto autoriza a aplicação de parcela do lucro líquido das empresas em projetos ambientais, outro regula o acondicionamento de produtos e gêneros de consumo e um terceiro dispõe sobre o recolhimento e destinação dos cartuchos usados de tinta das impressoras.
A comissão, todavia, prepara-se para enfrentar as resistências do governo e de ambientalistas a muitos dos projetos em debate. A Secretaria da Receita Federal é contrária a qualquer iniciativa que resulte em renúncia fiscal e na lista dos 52, três projetos tratam justamente da redução e até da isenção do IPI para pessoas físicas ou empresas envolvidas em projetos de reciclagem.


Deverá tratar da remuneração dos serviços de limpeza pública


Outros projetos receberam críticas de lideranças ambientalistas, dentro e fora do Congresso. As próprias agências ambientais do governo, nos diversos níveis, ainda não chegaram a uma conclusão sobre a forma mais segura para a disposição de alguns tipos de lixo, como por exemplo o hospitalar.
Já alguns estados, devido a falta de uma legislação federal, criaram suas próprias leis, as quais agora poderão conflitar com a nova proposta, além de causar problemas a grandes empresas, principalmente de bebidas, que atuam em todo o país.

Transcrito de: http://www.cidadesdobrasil.com.br/cgi-cn/news.cgi?cl=099105100097100101098114&arecod=7&newcod=387

Pesquisa: FPN-SP-Brasil

Nota: Esta matéria foi publicada em 08/2001, porém até hoje nada foi feito, ou melhor, ainda esta no papel. (FPN)

Teclados podem ter mais bactérias que as tampas de privada, diz revista

Os pesquisadores analisaram 30 teclados dos escritórios da própria revista e descobriram bactérias capazes de causar desde diarréia até intoxicações alimentares.

Entre as bactérias que descobriram está a Escherichia coli, que pode causar gastrenterite e infecções das vias urinárias, assim como o Staphylococcus aureus, ligado a diferentes tipos de infecção, e enterobactérias, que podem produzir envenenamento.

Depois examinaram a tampa de um vaso sanitário do mesmo escritório e descobriram que estava mais limpa que muitos dos teclados.

Os pesquisadores culparam a falta de tempo dos funcionários para realizarem refeições fora do escritório pela sujeira dos teclados. Desta forma os funcionários permitem que pedaços de comida caiam entre as teclas e que as bactérias proliferem.

Uma recente pesquisa entre 4 mil pessoas que trabalham em escritórios indicava que um em cada dez trabalhadores nunca limpava o teclado e que 20% também não limpava o mouse

Fonte de transcrição: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL450544-6174,00.html

Pequisa: FPN-SP-Brasil

Cientistas demonstram que bactérias são responsáveis por chuva no mundo todo

Alonso de Contreras

Redação central, 29 fev (EFE).- Até agora, sabia-se que algumas bactérias que flutuam na atmosfera provocam chuva em certas condições e em algumas áreas, mas uma equipe de cientistas comprovou sua presença no mundo todo e sua importância para o clima.

Geralmente, o vapor d’água acumulado nas nuvens se precipita em forma de chuva quando esta água se congela próximo a partículas sólidas que flutuam na atmosfera, seja de areia e grãos minerais a pó de origem biológica.

Os cientistas sabiam que sobre amplas zonas agrícolas – como extensas plantações de trigo – e de florestas – como a Amazônica – a presença abundante de pólen e bactérias em zonas médias e altas da atmosfera eram os principais núcleos sólidos pelos quais a formação de gelo se catalisava.

Este gelo, ao atravessar posteriormente as camadas mais quentes do ar, se transforma em chuva.

Os meteorologistas chamam esse processo de nucleação, e é a origem, por exemplo, das freqüentes chuvas barrentas que ocorrem poucos dias depois e a milhares de quilômetros de uma tempestade de areia no deserto.

No estudo que será publicado no sábado pela revista “Science”, Brent Christner, biólogo da Universidade do Estado da Louisiana (Estados Unidos), e outros cientistas encontraram evidências de que as bactérias que fazem chover se distribuem por toda a atmosfera terrestre e estão entre as principais partículas catalisadoras de chuva.

O estudo, que confirma algumas suposições de biólogos e meteorologistas, poderia ter aplicações práticas para provocar chuva artificial.

As principais bactérias que provocam chuvas são organismos fitopatógenos, como a Pseudomona Syringae, prejudicial aos cultivos por ser parasita do talo e das folhas das plantas.

Brent Christner afirma, no trabalho, que o biólogo David Sands, da Universidade de Montana, propôs o conceito de bioprecipitação há 25 anos, mas poucos cientistas levaram o estudo a sério.

A equipe de Christner examinou a água da chuva em diferentes lugares e percebeu que o principal agente que a provoca tem uma origem biológica, e que as bactérias têm a capacidade de provocar a formação de gelo a temperaturas mais altas do que o pó mineral, por exemplo.

Este resultado, que transforma em global o que antes era tido apenas como um fenômeno local, pode dar razão a alguns biólogos que supunham que a capacidade das bactérias para provocar chuvas era uma adaptação evolutiva para melhorar sua distribuição.

No caso de certas bactérias, a presença de algumas proteínas concretas que não aparecem na membrana de outras espécies – e que são capazes de nuclear gelo mais rápido – fazia com que se pensasse que essa capacidade era uma forma de facilitar sua dispersão, como no caso de certos fungos com esporos especialmente voláteis.

“Encontramos nucleação de origem biológica da Louisiana à Antártida, o que demonstra que estamos começando a compreender a complexa relação entre o clima do planeta e a biosfera”, afirmou Christner.

David Sands, o cientista citado por Christner em seu estudo, já havia publicado um trabalho sobre a nucleação produzida por bactérias, no qual propôs solucionar as geadas nos campos cultivados, disseminando bactericidas, “como são curadas as infecções”. EFE

ac/mac/dgr

|K:CYT:CIENCIA-TECNOLOGIA,METEOROLOGIA CYT:CIENCIA-TECNOLOGIA,NATUREZA|

|N:C|

02/29/20-35/08

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL332759-5603,00.html

Pesquisa: FPN-SP-Brasil

“Reciclagem: Ação radical para salvar o planeta”

Nosso Projeto de Lei proibindo a deposição de lixo reciclável no aterro – garantindo assim a integralidade de seu aproveitamento – é um importante plano de manejo do nosso urbano, designando o aproveitamento imediato da totalidade destes materiais. Para envio não aos depósitos ou lixões, mas para centrais de reciclagem, exigindo-se inclusive a separação dos volumes aproveitáveis quando da deposição da coleta comum. E reciclando entulhos para construir e até pavimentar, como ensinou a Poli-USP, para salvar o mundo.

A cidade que conquistou para sua gente um ambiente saudável e agradável não pode falhar na missão da coleta do lixo reciclável. Que são dois terços de tudo o que se enterra – no processo que se exige aplicado a três terços, ou seja, todo o lixo precisa voltar a ser produto, inclusive o orgânico. É possível fazer isto, basta atender a uma das principais – senão a principal – missão humana em nossos dias.

Assim, reciclando, economizamos energia na produção, reduzindo a poluição e o gasto de matérias primas findas. Mais ainda, ganhamos espaço nas vastas áreas que ficam com este lixo enterrado. Em São Paulo, Capital, o Decreto 40.075 exige o uso de agregados reciclados em todas as obras de pavimentação de vias públicas. Vamos implantar aqui esta norma? Mas “pisamos na bola” quando a coleta de recicláveis foi suspensa por seis meses, muito menos pelo material não-coletado do que seu significado. Que foi o na perda de credibilidade na Santos que outrora ingressou no projeto Cidade Saudável e se integrou às ações ambientais na Agenda 21.

Santos é a cidade hoje que menos coleta recicláveis na região, que tem o maior custo de coleta do país, 27 vezes o de Londrina. É preciso radicalizar, revolucionar e transformar essa massa amorfa que não responde às exigências da atualidade – para reduzir estes custos e contribuir com o ambiente, retornando às manchetes.

A “modernidade” não pode ser apenas a extinção de funções, mas a implantação de uma ação cultural positiva. Precisamos cobrar de nós mesmos, da Prefeitura, das empresas, dos condomínios, a separação do lixo. Precisamos instalar pontos de coleta, organizar programas de coleta em escolas, eventos culturais, enfim. Vamos reciclar? Este pode ser um lema divulgado e ensinado como uma nova lição.

Ademir Pestana

Vereador do PSB em Santos

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Fonte:http://www.mundolusiada.com.br/COLUNAS/ml_artigo_462.htm

Pesquisa: FPN-SP-Brasil

CCJ aprova novas normas para cooperativas de trabalho

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou, na última terça-feira (22), novas normas para a organização e o funcionamento das cooperativas de trabalho e a criação do Programa Nacional de Fomento às Cooperativas de Trabalho (Pronacoop). Esse programa tem como objetivo apoiar a viabilização de linhas de crédito, o acesso a mercados e à comercialização da produção, entre outros itens. O Brasil tem mais de 1,5 milhão de trabalhadores em cooperativas.

A proposta altera a Lei 5.764/71 e está pronta para ser votada pelo Plenário. O texto estabelece regras para impedir fraudes no setor e proibir a criação de cooperativas para intermediação de mão-de-obra terceirizada.

Estão excluídas das normas aprovadas as cooperativas operadoras de planos privados de assistência à Saúde; as cooperativas que atuam no setor de transporte regulamentado pelo Poder Público e que detenham os meios de trabalho; e as de profissionais liberais cujos sócios exerçam as atividades em seus próprios estabelecimentos.

Contribuições
Vários textos que tratam do assunto foram aprovados pela CCJ, mas terá prioridade para votação no plenário o substitutivo da última comissão permanente que analisou o mérito da proposta – a Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (Ctasp). Esse texto incorpora contribuições do PL 4622/04, do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS); e dos seguintes projetos que tramitam em conjunto: PL 6449/05, do ex-deputado Walter Barelli; PL 6525/05, da Comissão de Legislação Participativa; e, principalmente, PL 7009/06, do Poder Executivo, que propõe a criação do Pronacoop.

O deputado Geraldo Pudim (PMDB-RJ), relator da matéria na CCJ, instância que não analisou o mérito do projeto, votou pela constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa do texto principal (4622/04), com substitutivo; do substitutivo da Ctasp; do substitutivo apresentado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; dos projetos apensados; e de 37 das 41 emendas. Qualquer uma dessas propostas pode ter requerimento de prioridade na votação final em plenário.

Horas extras
A proposta aprovada modifica a Política Nacional de Cooperativismo, determinando jornada máxima de oito horas diárias e 44 semanais e prevendo a remuneração de horas extras. Atualmente, as cooperativas de trabalho não se enquadram na legislação trabalhista.

Constituída com número mínimo de sete sócios, a cooperativa de trabalho deve garantir aos seus sócios direitos como retiradas não inferiores ao piso da categoria profissional ou ao salário mínimo, no caso de não haver piso, calculadas na forma proporcional às horas trabalhadas.

O contratante da Cooperativa de Trabalho responde solidariamente pelo cumprimento das normas de saúde e segurança do trabalho quando os serviços forem prestados no seu estabelecimento ou em local por ele determinado.

Os recursos para as linhas de crédito do Pronacoop serão provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT); de recursos orçamentários da União; e de outros recursos que venham a ser alocados pelo Poder Público. Essas duas últimas fontes foram acrescentadas pelo substitutivo da Ctasp, que também incluiu o repouso semanal e anual remunerado e seguro de acidente de trabalho.

Tramitação
O projeto tramita em regime de prioridade, mas o deputado Tarcísio Zimmerman (PT-RS), autor do substitutivo da Ctasp, apresentou requerimento para que seja votado com urgência.

Reportagem – Newton Araújo Jr./SR

(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura ‘Agência Câmara’)

Agência Câmara
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Pesquisa: FPN-SP-Brasil

 

Reflorestamento/Ecossistema

Dependente do inimigo

14/05/2008

Por Thiago Romero

Agência FAPESP – Uma inédita relação entre o tucano-toco (Ramphastos toco) e a arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus) no Pantanal Mato-Grossense acaba de ser descrita: o equilíbrio entre os dois animais pode ser a chave para a conservação da arara-azul, espécie fortemente ameaçada de extinção no país.

A descoberta foi feita por pesquisadores do Instituto de Biociências (IB) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro (SP), e publicada na revista inglesa Biological Conservation.

Com o objetivo de desvendar parte da ecologia da arara-azul, o trabalho teve como base observações de aves que se alimentam dos frutos do manduvi (Sterculia apetala), árvore que, também ameaçada de extinção na região, é uma das poucas a abrigar ninhos de araras.

A interação observada é inusitada: apesar de diversos pássaros comerem os frutos do manduvi, o único que consegue abri-lo e engolir a semente é o tucano-toco que, além de ser o principal responsável pela dispersão das sementes do manduvi é, por outro lado, o grande predador dos ninhos e dos ovos de araras-azuis.

“O tucano dispersa quase 85% das sementes produzidas pelo manduvi. Observamos 14 espécies de aves comendo manduvi, mas apenas o tucano-toco e o araçari engolem as sementes e as dispersam. Sem o tucano-toco, a regeneração do manduvi seria afetada. Sem o manduvi, a arara-azul não tem onde fazer ninhos, uma vez que 90% deles são feitos nessa espécie de árvore”, explicou o coordenador do estudo, Mauro Galetti, professor do Departamento de Ecologia do IB de Rio Claro, à Agência FAPESP.

“Isso que dizer que a arara-azul depende indiretamente dos serviços de dispersão do tucano. Porém, descobrimos que 53% dos ovos das araras azuis são predados por tucanos. Ou seja, a relação é indiretamente benéfica em um ponto mas afeta a população das araras no outro”, disse.

Segundo ele, essa relação entre o tucano (predador-dispersor) e a arara-azul (presa) não havia sido apontada na literatura científica. “Praticamente nada se conhece sobre interações animais-plantas no Pantanal, ecossistema que merece mais atenção da comunidade científica e dos órgãos de fomento de todo o país”, afirmou.

Quatro anos de observações

Os pesquisadores observaram, de 2002 a 2005, na Fazenda Rio Negro – propriedade da Conservação Internacional localizada na cidade de Pantanal da Nhecolândia (MS) –, 12 árvores de manduvi durante o período de maturação dos frutos. Foram realizadas 89 sessões de observação, com duração que variou entre uma e cinco horas cada, em um total de 255 horas de análises do comportamento dos animais.

“Observamos o manduvi escondido na vegetação a uma distância de aproximadamente 50 metros, para não assustar os animais. Anotamos dados como quais aves ou mamíferos visitaram a planta, quais comeram os frutos, quais predaram as sementes e qual a quantidade de sementes engolidas”, contou Galetti. O total de frutos sobre as árvores foi registrado no início de cada sessão de observação.

O pesquisador atualmente desenvolve estágio na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, com apoio do programa Novas Fronteiras da FAPESP – estuda o impacto da perda de fauna na diversidade de plantas em florestas tropicais.

Segundo Galetti, o principal ganho da pesquisa feita pela Unesp, que poderá contribuir para programas de preservação da arara-azul, é a indicação de que uma mesma espécie, o tucano-toco, afeta indiretamente outra (manduvi) com da dispersão de sementes e, ao mesmo tempo, uma terceira, com a predação de seus ovos.

“Para conservar as araras precisamos de manduvis, mas só haverá manduvis se tivermos tucanos suficientes para dispersar suas sementes. Por outro lado, um aumento populacional excessivo de tucanos afetaria as populações de araras. Mas se os tucanos forem caçados ou capturados pelo mercado ilegal de animais, por exemplo, as araras azuis, no futuro, terão menos manduvis para fazer seus ninhos. É um balanço delicado da natureza”, explicou.

Ainda que 53% dos ovos das araras sejam predados por tucanos, a segunda não é o principal problema de conservação da primeira. “O maior é a rápida destruição dos ecossistemas do Pantanal. Nosso estudo aponta que, seja qual for o plano de conservação da arara-azul, será necessário antes avaliar a população dos tucanos. Prevenir a predação dos ovos pelos tucanos é praticamente impossível”, destacou.

De acordo com o cientista, a melhor forma de proteger a arara-azul é impedir o desmatamento e a conversão das florestas no Pantanal em pastos ou atividades agrícolas.

“Estimativas sugerem a existência de cerca de 5 mil araras-azuis no Brasil, a maioria no Pantanal. O manduvi ocorre apenas nas florestas semidecíduas e matas ciliares, que formam menos de 6% da área do Pantanal. As populações de araras-azuis, por sua vez, são controladas pela abundância de manduvis. E quem promove a dispersão do manduvi é o tucano”, afirmou Galetti.

“Dados recentes da Conservação Internacional mostram que a destruição da vegetação do Pantanal é altíssima, cerca de 2,5% ao ano, e que em 2030 todo o bioma estará descaracterizado, afetando importantes serviços ambientais ao bem estar humano. Hoje só se fala da conservação da Amazônia, mas o Pantanal está bem mais ameaçado, uma vez que lá existem pouquíssimas reservas”, apontou.

Também participaram do trabalho desenvolvido na Unesp, que contou com apoio da FAPESP na modalidade Auxílio a Pesquisa, Marco Aurélio Pizo, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Neiva Maria Guedes, da Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal, e Camila Donatti, da Universidade de Stanford.

O artigo Conservation puzzle: Endangered hyacinth macaw depends on its nest predator for reproduction, de Mauro Galetti e outros, publicado no volume 141, edição 3 da Biological Conservation, pode ser lido por assinantes da revista em www.sciencedirect.com/science/journal/00063207.

Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?id=8831

Pesquisa: FPN-SP-Brasil

 

Destino do lixo e as politicas públicas.

Logo depois dos problemas de água potável e do destino dos dejetos, o lixo urbano é uma das maiores preocupações de ordem sanitária e ambiental do Prefeito de qualquer cidade brasileira. Na zona rural ainda é pior, pois nem coleta domiciliar acontece, e o desconhecimento dos problemas sanitários e ambientais daí resultantes, é bem maior, pelo descaso das autoridades locais.

Foi citado na Agenda 21 Global, em junho de 1992, sediada no Rio de Janeiro, em documento assinado por 170 países, que não menos de 5,2 milhões de pessoas, entre elas 4 milhões de crianças menores de 5 anos, morrem a cada ano devido a enfermidades relacionadas com o lixo. Os resultados para a saúde são especialmente graves no caso da população mais pobre.

Dados da Associação Brasileira de Limpeza Pública indicam que 76% dos detritos produzidos no país são jogados em lixões (como o da imagem ao lado) e outros 13% nos chamados “aterros controlados”, que são locais onde o lixo é somente confinado, sem técnicas básicas de Engenharia para proteger o Meio Ambiente. Apenas 10% do total coletado são colocados em aterros sanitários. Isso significa que cerca de 90% do lixo produzido no Brasil são depositados a céu aberto, sem qualquer cuidado ambiental.
 A falta de uma Política Nacional de Resíduos Sólidos, faz com que o Brasil deixe de ganhar, pelo menos, US$ 4.6 bilhões, todo ano, por não reciclar no volume devido o seu lixo (atividade que tem como condição básica, um sistema de coleta seletiva), cuja quantidade vem aumentando de maneira preocupante. A produção per cápita de lixo no Brasil varia de 0,3 a 1,1 kg/hab.dia e, quanto maior o poder aquisitivo da população, maior é a quantidade de lixo produzida por habitante. Só a cidade do Rio de Janeiro produz 8.000 t/d de lixo.
As usinas de tratamento do lixo (chamadas de usinas de reciclagem e compostagem pelos técnicos, como a da foto, localizada no interior de Minas Gerais), podem ser uma solução viável para a destinação do lixo e, por esta razão, os aspectos sociais, ambientais e de saúde pública, deveriam predominar sobre o econômico.

As vantagens de uma Política Pública adequada à solução do problema do lixo, através, por exemplo, da implantação de uma Usina de Reciclagem e Compostagem do Lixo na comunidade são:

  •  Desonerar a Prefeitura dos serviços de coleta, transporte, destinação final e desobstrução de galerias, rios e canais, pela diminuição da quantidade de lixo a ser manuseada pelos garis;
  •  Contribuir para que a não destinação do lixo jogado nas encostas dos morros, provoque desmoronamentos por ocasião das chuvas;
  •  Gerar empregos (diretos e indiretos) e renda para os desempregados, catadores e população de baixa renda atendidos pelo Programa;
  •  Incentivar a geração e/ou a ampliação de novos negócios no Município, principalmente aqueles voltados para a reciclagem dos materiais;
  •  Propiciar aos agricultores, pela compostagem da parte orgânica do lixo, um excelente condicionador do solo;
  •  Contribuir para a renda familiar, graças ao artesanato do lixo: móveis, vassouras, vestuário, etc.;
  •  Preservar os recursos naturais, diminuir os impactos ambientais provocados pelo lixo e economizar energia;
  •  Contribuir para a formação de uma consciência ecológica entre os cidadãos direta e indiretamente envolvidos nas atividades; e
  •  Servir de (bom) exemplo para outras comunidades, do país e do exterior.

Os destinos recomendados para o lixo doméstico e hospitalar são:

 Aterros sanitários
 Usina compostagem
 Incineração (hosp.)
(…)

 Aterros sanitários (nas cidades maiores);

 Usinas de reciclagem e compostagem (nas cidades menores); e  Incineração (lixo hospitalar).

 Aterro Sanitário

O aterro sanitário é uma área impermeável, dividida em células, onde o lixo doméstico é depositado em camadas alternadas de lixo e solo. O chorume deve ser coletado e tratado biologicamente e o gás, retirado por chaminés apropriadas.

Usina de Compostagem e Reciclagem

As usinas de lixo são instalações simples, onde o lixo seco é reciclado e a matéria orgânica transformada em composto, para uso posterior como condicionador de solo.

Incinerador de lixo hospitalar

O lixo hospitalar, sempre, deverá ser incinerado. O incinerador da foto, é próprio para queimar o lixo proveniente dos hospitais e postos de saúde de pequenas comunidades. Quando o lixo é queimado em lixões, pode lançar no ar: fuligem (que ataca os pulmões), produtos cancerígenos (dioxinas) e até o temível mercúrio, proveniente do amálgama resultante da obturação de dentes.

Formas de aproveitamento do lixo

Em vez de ser simplesmente descartado num lixão ou aterro, existem várias formas úteis de aproveitamento, já consagradas pela prática em várias partes do mundo. Dentre estas, destacamos:
 Alimentação de suínos: Pecuária (restos de alimentos);

 Compostagem: Agricultura (N=1,5% P=0,5% K=1,0%);

 Vermicomposto: Minhocultura (foto acima);

 Gás bioquímico (GBQ): Veículos e cozinha (após filtração);

 Incineração: Energia térmica (movimentação de turbinas);

 Aterro sanitário: Áreas de lazer (após saturação do aterro); e

 Reciclagem: Catação (com fins comerciais e de artesanato).

Reciclagem

O lixo doméstico é composto de: matéria orgânica, papel, plástico, vidro, metal, trapos e estopas,madeira, couro, borracha, osso, cerâmica e outros materiais. Para conhecer esta composição, procede-se à análise gravimétrica, que deve anteceder qualquer política de aproveitamento, inclusive a reciclagem.

Com o seu pioneirismo e liderança, a Rexam (antiga LATASA) foi a empresa responsável pela implantação do sistema de reciclagem no Brasil, em 1991. O ciclo da lata de alumínio, a partir da matéria-prima até a reciclagem, passando pela coleta de latas usadas, envolve mais de 100 mil pessoas no Brasil, a grande maioria vivendo hoje exclusivamente da coleta de latas de alumínio.

Na reciclagem, os principais materiais aproveitados, no Brasil, são os seguintes:

Reciclagem de Latinhas de Alumínio

O Brasil é um dos 3 países que mais reciclam latinhas de alumínio em todo o mundo, tendo atingido o índice de 78% em 2001. A cada 1 kg de alumínio reciclado, 5 kg de bauxita são poupados; além disso, para se reciclar 1.000 kg de alumínio, gasta-se somente 5% da energia que seria necessária para se produzir a mesma quantidade de alumínio primário, ou seja, a reciclagem do alumínio proporciona uma economia de 95% de energia elétrica. Para se ter uma idéia desse valor, a reciclagem de uma única latinha de alumínio (como essas mostradas na foto aí de cima) economiza suficiente energia para manter um aparelho de TV ligado durante três horas.

Reciclagem de Papel

Para produzir 1 t de papel, 12 árvores são abatidas. Este é o apelo ecológico para a reciclagem de papel, que é bem simples, e pode ser feita até por crianças. Basta picar o papel, misturar com água e batê-lo por alguns minutos num liquidificador; depois, é só recolher as fibras numa tela (como mostrado na foto ao lado) e deixar secar à sombra. Está feita uma folha.

Reciclagem de Garrafas de Plástico

A reciclagem das embalagens PET (polietileno tereftalato), como as garrafas de refrigerantes de 2 litros descartáveis, está em franca ascensão no Brasil. A sua reciclagem, além de desviar o lixo plástico dos aterros (que ocupam volume relativamente grande), utiliza apenas 30% da energia necessária para a produção da resina virgem. Tem a vantagem de poder ser reciclado várias vezes, sem prejudicar a qualidade do produto final. É um dos materiais mais utilizados no artesanato, inclusive na fabricação de móveis e de vassouras.

Reciclagem de Vidro

Cerca de 28% das embalagens de vidro (garrafas, copos, cacos de vidro) são recicladas no Brasil, somando cerca de 220.000 t/ano. 1 kg de vidro reciclado transforma-se em 1 kg de vidro novo, ou seja, não há perda de matéria prima, praticamente não produz resíduo e economiza 30% de energia elétrica. Para a reciclagem do vidro, não é necessário guardar a garrafa inteira. A inclusão de caco de vidro no processo normal de produção, reduz o gasto com energia, ou seja, para cada 10% de caco na mistura, economiza-se cerca de 2,5% da energia para fusão nos fornos industriais.
Nota: Excluidas imagens relacionadas; Transcrito de: http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/lixo2.htm …
Pesquisa: FPN-SP-Brasil

Programa Brasileiro de Reciclagem

Introdução
A reciclagem se compõe de uma atividade industrial que processa uma matéria-prima transformando-a em outra matéria-prima com maior valor agregado e posteriormente num novo produto.A reciclagem vista de maneira mais ampla é a criação de valor econômico, emprego e renda a partir da recuperação de produtos já utilizados. Esta atividade envolve de maneira indissociável fatores sociais, econômicos e ambientais. O Programa Brasileiro de Reciclagem tem por objetivo estimular a reciclagem de embalagens e criar mecanismos para que ela se torne mais abrangente e efetiva, aumentando os elevados índices já computados no Brasil: Índices de reciclagem dos diferentes materiais de embalagem (2003):

Alumínio 87%
Aço 42%
Longa Vida 20%
Papelcartão 39%
Papelão Ondulado 74%
PET 40%
Plásticos em geral 21%
Vidro 39%
A reciclagem e suas dimensões atuais
O que o Brasil tem a ganhar com a reciclagem? Por que o governo deve criar o PBR?
O governo deve encabeçar a criação do Programa Brasileiro da Reciclagem, a exemplo do que já fez em outras áreas, pois tem o poder articulador de estimular o envolvimento dos três agentes responsáveis pela promoção da reciclagem: o Poder Público, a Sociedade e o Setor Produtivo, criando mecanismos para que esta atividade possa ampliar os benefícios que vêm proporcionando de geração de renda, emprego e valor econômico para o país.A reciclagem já acontece de maneira crescente no Brasil por meio de iniciativas isoladas e pontuais e a sua articulação integrada agregará ganhos de escala e eficiência operacional. Hoje contamos no Brasil com um parque industrial já instalado e operante capaz de reciclar os diferentes mamento de alimentos.Como os demais segmentos da indústria, a Indústria Recicladora necessita ter a sua eficiência operacional e econômica para se manter ativa e crescente, ganhando economia de escala. O Brasil é considerado referência para o mundo por meio de seu modelo de reaproveitamento de materiais que nasceu naturalmente do valor econômico destes, gerando simultaneamente ganhos sociais e ambientais, atendendo assim ao estudo internacional compilado no Relatório Nosso Futuro Comum (Eco 92), que evidencia os fatores econômicos, sociais e ambientais como indissoluvelmente ligados.

Ao mesmo tempo, segundo a ISO 14062 referente ao Ecodesign – projeto de desenvolvimento de produto que leve em consideração a sustentabilidade e minimização dos impactos ambientais, deve-se olhar o meio ambiente como um todo e não deixar que uma ação específica em prol deste cause outros danos paralelos, ou seja, necessita-se buscar soluções globais que maximizem as funções e resultados dos produtos e serviços já existentes, e não a criação de sistemas paralelos.

Desta forma conclui-se que as estruturas já existentes precisam ser valorizadas e maximizadas em seu potencial, buscando ganhos abrangentes para o meio ambiente. Contamos em nosso país, segundo estipulado pela Constituição Federal, com serviços de saneamento básico e de coleta de resíduos urbanos disponibilizados pelo poder público.

Paralelamente, programas de entrega voluntária de recicláveis organizados pela sociedade civil, contemplando a realidade social brasileira por meio do envolvimento de pessoas carentes e não escolarizadas na triagem destes. Por fim, a indústria nacional recompra o material para o seu processamento e o vende para outros setores que se esforçam em diversificar as formas de utilização dos mesmos e que ao mesmo tempo desenvolvam produtos que terão um menor impacto ambiental em termos de volume, consumo de recursos naturais e formas de reaproveitamento.

Este modelo deve ser adequado à cada município e região do Brasil, considerando a sua geografia, infra-estrutura, industrialização e até mesmo característica dos resíduos.
A solução a ser implementada deve focar na melhor equação ambiental, econômica e social para aquela comunidade.

teriais de embalagem disponíveis no mercado.
Este parque industrial constitui-se, em alguns casos, da própria indústria de embalagens, mas em geral trata-se de um novo segmento industrial que processa esta matéria-prima e a vende para diversos setores como indústria automobilística, têxtil, construção civil, utensílios de plástico e até mesmo embalagem, respeitando-se os regulamentos da ANVISA pertinentes ao acondiciona

 

Linhas Mestras do Programa
Para que a reciclagem aconteça de forma integrada, maximizando os seus benefícios, concorrem três agentes, cada um deles atuando de forma complementar aos demais. São eles: a Sociedade, que consome e deve dispor corretamente o lixo residencial, separando adequadamente os resíduos secos e os úmidos, o Poder Público, que tem por responsabilidade gerenciar os resíduos sólidos urbanos e recolher e dar destino ao lixo domiciliar, criando sistemas de coleta seletiva e triagem do material coletado, e o Setor Produtivo, o qual deve criar estruturas capazes de receber e processar o que foi separado.

Assim, tendo em vista a disponibilidade de matéria-prima, o potencial de geração de valor, trabalho e renda nela contida, cujo aproveitamento depende hoje apenas de iniciativas pontuais, a Associação Brasileira de Embalagem – ABRE, propõe a criação do Programa Brasileiro da Reciclagem. O objetivo do Programa será de articular os agentes responsáveis e de identificar os entraves e as oportunidades, propondo diretrizes e ações gerais visando maximizar a reciclagem no Brasil. Para a formulação do Programa deverão ser observadas as iniciativas de
sucesso que já acontecem de forma integrada entre todos os agentes da sociedade, como por exemplo, os projetos implantados em Porto Alegre e Curitiba.

 

Coordenação do Programa
Para a sua Coordenação, o Programa prevê a atuação dos seguintes Conselhos: Conselho Executivo encarregado da articulação dos agentes e coordenação das ações, composto por representantes dos segmentos envolvidos e de organismos governamentais pertinentes ao objeto do Programa.O Conselho Executivo deverá nomear um Coordenador Geral do Programa. Conselho Técnico formado por especialistas dos setores de cada material trabalhado, bem como representantes dos sistemas de limpeza urbana, urbanismo, educação e reciclagem, o qual será encarregado de executar as diretrizes e ações definidas pelo Conselho Executivo. O Conselho Técnico será dividido em comissões com funções objetivas que atenderão as exigências do programa.

 

Funcionamento do Programa
O evento inicial do programa será o Seminário de Planejamento e Instalação do PBR. Uma vez instituído o Programa, o Comitê Executivo será escolhido e convocado para um seminário onde serão fixadas as primeiras ações, assim como também serão fixados objetivos e diretrizes para a condução do Programa. De posse destas diretrizes e objetivos, o Coordenador e seus auxiliares gestores do programa, convocarão os membros do Conselho Técnico que cuidará da implantação do programa e do trabalho.

 

Desenvolvimento do Programa
O Coordenador e sua equipe cuidarão da articulação do trabalho das Comissões e às orientarão na busca de suas metas fornecendo o suporte e os eventuais recursos que estas comissões necessitarem.A cada 6 meses o Conselho Executivo e o Conselho Técnico se reunirão para avaliar o andamento dos trabalhos e propor correções ou ampliação das metas fixadas. O objetivo de todos será o crescimento da reciclagem no Brasil e para tanto atuarão em conjunto articulando e estimulando os agentes do programa no cumprimento de suas metas.

 

Comissão de Coleta
O objetivo desta Comissão é estudar o quadro atual da coleta do lixo domiciliar no Brasil e propor as linhas mestras para organizar e estimular a coleta seletiva, contemplando nas cidades com mais de 50 mil habitantes um sistema de gerenciamento integrado de seus resíduos sólidos, incluindo a separação na fonte e triagem dos resíduos reaproveitáveis.
Deverá ser estimulada também a formação de cooperativas de catadores, oferecendo consultoria e apoio técnico para sua instalação.

 

Comissão de Comunicação Social
Esta Comissão se incumbirá de difundir nos meios de comunicação as ações do programa, conscientizando todos os agentes da importância da reciclagem e conclamando estes a participarem do Programa e da reciclagem em si.  
Será responsabilidade desta Comissão a realização de uma campanha nacional de reciclagem na mídia de nosso país para mobilizar a sociedade.

 

Comissão da Indústria da Reciclagem
Esta Comissão fará o levantamento do que já existe de estrutura instalada e das capacidades industriais para a reciclagem e proporá medidas para estimular a ampliação da indústria da reciclagem, propondo inclusive a criação de uma legislação específica para a indústria 100% recicladora e a abertura de linhas de crédito para sua instalação.

Transcrito de: http://www.abre.org.br/meio_pbr.php

Pesquisa: FPN-SP-Brasil

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